🇧🇷 Ibovespa em 09/12/2025: Instabilidade política e os traumas deixados por Bolsonaro abala o mercado até hoje, eleva dólar e derruba Ibovespa. Carlos Santos analisa como a falta de previsibilidade abalou o mercado e o bolso do brasileiro

 O Dedo Podre de Bolsonaro: Como a Instabilidade Política Abalou o Mercado e o Bolso do Brasileiro

Por: Carlos Santos


A política, muitas vezes, transcende os gabinetes e atinge diretamente a mesa do cidadão comum. Recentemente, a instabilidade política demonstrou ter um impacto devastador na economia brasileira. Eu, Carlos Santos, ao acompanhar os desdobramentos dos últimos anos, observo que a turbulência iniciada com um governo de pouca previsibilidade, e marcada por uma constante "dança das cadeiras ministeriais," foi um catalisador de crises que se manifestaram em todos os níveis: da bolsa de valores aos preços do gás de cozinha. A falta de estabilidade, iniciada com nomeações e exonerações ministeriais em ritmo acelerado, desorganizou o país, afetou a confiança dos investidores e, em última instância, elevou a inflação a patamares alarmantes. Esse foi o resumo do primeiro e o último governo de Jair Messias Bolsonaro.


O Efeito Dominó da Incerteza

Em um período de extrema sensibilidade no mercado financeiro, qualquer sinal de instabilidade política pode causar um abalo sísmico. É o que se viu em momentos cruciais. A falta de coesão na equipe econômica e as trocas frequentes no comando de ministérios-chave, especialmente na área fazendária, geraram uma desconfiança imediata. Essa incerteza não se limitou apenas ao mercado interno. De forma sucinta, reportagens, como a veiculada no Money Times, destacaram o impacto direto desses eventos na bolsa, como a perda de milhares de pontos no Ibovespa em minutos e a disparada do dólar. O mercado, avesso a riscos, reagiu de forma visceral, precificando o medo e a imprevisibilidade.


Eleições 2026:


‘Efeito Flávio’ Ibovespa perde mais de 2 mil pontos em poucos minutos e dólar encosta em R$ 5,50 - Eleições 2026


O mercado, avesso a riscos, reagiu de forma visceral, precificando o
medo e a imprevisibilidade.

"O motivo por trás dessa movimentação é a corrida presidencial. Ontem, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a sua candidatura à Presidência é “irreversível”, em entrevista à Folha de S. Paulo. A declaração foi reafirmada na manhã desta terça-feira."




🔍 Zoom na Realidade

A realidade brasileira dos últimos anos foi moldada por uma gestão pública errática, que ignorou a tradição de estabilidade institucional que, apesar dos problemas inerentes a qualquer grande nação, era um pilar de previsibilidade para o investidor. O que deveria ser um ato de posse presidencial seguido pela nomeação de um corpo ministerial estável e coeso, transformou-se em um espetáculo de idas e vindas. Essa "dança das cadeiras ministeriais" não é apenas um detalhe político; ela é um sintoma da falta de um projeto de nação claro e de uma gestão descompromissada com a responsabilidade fiscal e administrativa.

Essa ausência de previsibilidade é o que mais assusta o mercado. Investidores, sejam eles grandes fundos internacionais ou pequenos poupadores, buscam segurança. Quando um presidente nomeia um ministro hoje e o exonera dois dias depois, a mensagem transmitida é a de que não há um plano de governo sólido ou que as decisões são tomadas por impulsos. Esse comportamento não só causou instabilidade no mercado interno, mas também levantou sérias preocupações externas. O dinheiro, por natureza, é covarde: ele foge da insegurança.

A consequência dessa instabilidade se materializou no dia a dia do brasileiro. A destruição de programas sociais que estavam em funcionamento e a falta de políticas públicas eficazes para controlar o custo de vida contribuíram para um colapso inflacionário. Os preços do gás de cozinha, do óleo de cozinha e de outros produtos essenciais dispararam. O dólar, que durante o período de transição após o impeachment de Dilma Rousseff e a gestão de Michel Temer, se mantinha nas margens de R$3,65, quase duplicou, chegando a flertar com a marca de R$6,00. Essa desvalorização da moeda é a tradução direta da perda de confiança. A instabilidade política não foi um fator secundário, mas sim o cerne da insegurança econômica que assolou o país.


📊 Panorama em Números - Relembrando um pouco da História no governo provisório de Temer após afastamento de Dilma Roussef em transição para Bolsonaro


A análise dos indicadores econômicos durante o período de maior instabilidade política é crucial para quantificar o dano.

  • Dólar e Ibovespa: A relação entre instabilidade política e o mercado financeiro é evidente. Momentos de crise política aguda foram acompanhados por quedas acentuadas no Ibovespa e saltos na cotação do dólar. A perda de mais de 2 mil pontos em poucos minutos, citada pela fonte de notícias, demonstra a reação instantânea e amplificada do mercado à incerteza.

  • Taxa de Câmbio: Se tomarmos como base a cotação média do dólar no período imediatamente anterior à gestão crítica (próximo a R$3,65), e a compararmos com os picos subsequentes (próximos a R$6,00), o aumento percentual foi de aproximadamente 64%.

  • Inflação (IPCA): A disparada da inflação foi uma das marcas mais dolorosas. A desvalorização cambial contribui diretamente para o aumento dos preços de commodities e insumos importados, afetando itens básicos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou altas significativas, penalizando o poder de compra. Por exemplo, em 2021, o IPCA encerrou o ano com uma alta de 10,06%, o maior resultado desde 2015, e um reflexo direto do descontrole cambial e da falta de política econômica eficaz.

  • Custo de Itens Essenciais: A variação do preço do gás de cozinha e do óleo de cozinha ilustra a crise. Segundo dados do IBGE, a inflação de alimentos para o consumo em casa chegou a superar 15% em alguns períodos, enquanto o preço do gás de botijão, livre de subsídios efetivos, atingiu picos históricos, pressionando as famílias de baixa renda.

  • Fluxo de Investimento Estrangeiro: A apreensão dos investidores se reflete na balança de capital. A instabilidade política atua como um desincentivo. O investimento estrangeiro direto (IED), embora tenha mantido um fluxo, não demonstrou a pujança necessária, especialmente em setores de longo prazo, onde a previsibilidade regulatória e política é fundamental. A volatilidade minou a confiança, dificultando a atração de capital produtivo.

Destaque: A quase duplicação da cotação do dólar, partindo da casa de R$3,65 para picos próximos a R$6,00, é a medida mais clara do colapso da confiança. Uma desvalorização cambial dessa magnitude empobrece o país e eleva o custo de vida.


💬 O que dizem por aí

O discurso público, tanto no Brasil quanto no exterior, refletiu a profunda preocupação com a condução política recente. No cenário interno, a crítica era uníssona sobre a falta de preparo técnico de parte da equipe ministerial. Analistas econômicos e opinion makers alertavam para o custo da improvisação e da ideologia exacerbada no lugar da pragmática técnica. O consenso era que a gestão foi marcada por um ciclo vicioso de crise política gerando crise econômica, que, por sua vez, realimentava a desconfiança política.

Em círculos internacionais, a imagem do Brasil sofreu um desgaste considerável. Jornais financeiros de prestígio e agências de classificação de risco expressavam apreensão. A preocupação não se limitava à economia, mas estendia-se à política ambiental e à diplomacia. O Brasil, que historicamente era visto como um mercado emergente de grande potencial, passou a ser encarado com cautela e, por vezes, com ceticismo. A insegurança jurídica e a percepção de que as instituições estavam sob ataque contribuíram para essa deterioração.

A reação do mercado à mera menção de um nome politicamente associado a esse período traumático corrobora essa narrativa. A bolsa se agita e o dólar se valoriza (enfraquecendo a moeda brasileira) sempre que há um sinal de que a instabilidade pode retornar. Essa reação não é ideológica; é a manifestação de um trauma de mercado. O investidor, nacional ou estrangeiro, sentiu na pele as perdas causadas pela imprevisibilidade.

Em resumo, a voz que ressoou no mercado e na opinião pública especializada foi a de que a estabilidade política é a moeda mais valiosa de uma nação. A quebra dessa moeda, simbolizada pela constante "dança das cadeiras" e pela falta de rumo fiscal, transformou-se em inflação e insegurança para o trabalhador.


🧭 Caminhos Possíveis

Diante do cenário de recuperação pós-instabilidade, o Brasil precisa trilhar um caminho de reconstrução baseado em pilares de previsibilidade, responsabilidade fiscal e coesão institucional.



  1. Reafirmação da Estabilidade Institucional: É fundamental que o governo demonstre compromisso inabalável com a Constituição e com o papel independente das instituições de Estado. A coesão entre os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) é um sinal de maturidade política que tranquiliza o mercado e a sociedade.

  2. Responsabilidade Fiscal a Longo Prazo: O controle dos gastos públicos e a busca por um arcabouço fiscal crível e duradouro são essenciais. O mercado precisa de sinais claros de que a dívida pública está sob controle e que não haverá emissão descontrolada de moeda para financiar despesas correntes, fator que dispara a inflação.

  3. Agenda de Reformas Estruturais: A retomada das reformas que visam aumentar a produtividade e a competitividade da economia, como a reforma tributária e administrativa, é crucial. Essas reformas desburocratizam e tornam o ambiente de negócios mais atraente para o investimento de longo prazo.

  4. Recuperação da Credibilidade Externa: O Brasil precisa reconstruir pontes diplomáticas e reafirmar seu papel como ator global responsável, especialmente nas questões ambientais e comerciais. Uma política externa estável e pragmática atrai investimentos e abre mercados.

  5. Combate Eficaz à Inflação: O Banco Central deve ter a autonomia respeitada para perseguir sua meta de inflação, protegendo o poder de compra da moeda. As políticas governamentais devem ser complementares, evitando o gasto excessivo que pressiona os preços.

Nota: A previsibilidade na política é o que permite ao empresário investir e ao trabalhador planejar o futuro. A ausência dela é um imposto invisível que paga o preço da insegurança.


🧠 Para pensar…

A crise recente nos convida a uma profunda reflexão sobre a qualidade de nossa democracia e a importância do voto. Tendemos a subestimar a conexão direta entre a escolha de nossos líderes e o preço do arroz no supermercado. A experiência de um governo marcado pela troca constante de ministros, especialmente em áreas estratégicas, deve servir de lição. Por que um líder, eleito para garantir a estabilidade, optaria por um modelo de gestão caótica e de confronto institucional?

A resposta reside, em parte, na priorização da agenda ideológica sobre a agenda técnica. Quando a convicção pessoal ou a lealdade política cega o líder para a necessidade de competência técnica nos cargos-chave, a nação inteira paga a conta. O ministro da Fazenda, por exemplo, não pode ser um outsider sem expertise reconhecida pelo mercado; ele é o fiador da saúde financeira do país.



A "dança das cadeiras ministeriais," que apelidei, é a antítese da boa governança. Ela destrói a confiança, afugenta o capital e paralisa a máquina pública. Para o trabalhador, o resultado é a insegurança: a perda de poder de compra pela inflação e a ameaça ao emprego pela desaceleração econômica.

É preciso internalizar que a estabilidade não é um luxo, mas uma pré-condição para o desenvolvimento. O eleitor precisa exigir de seus representantes não apenas promessas, mas planos de governo sólidos e quadros técnicos competentes. A política de confrontação e de surpresa constante custou muito caro, não apenas em pontos do Ibovespa, mas na qualidade de vida de milhões de brasileiros. Que o trauma sirva para nos tornar eleitores mais críticos e exigentes.


📚 Ponto de partida

A crise econômica e social pós-instabilidade política impõe uma reflexão sobre a urgência de uma mudança de postura do cidadão. O ponto de partida para a superação desse cenário está na educação financeira e política.

Primeiramente, é essencial que o brasileiro compreenda como as variáveis macroeconômicas impactam seu orçamento. O cidadão precisa saber que a disparada do dólar não é um problema distante, mas a causa direta do aumento do preço dos combustíveis e, consequentemente, de todos os produtos transportados. Essa consciência transforma o eleitor de mero espectador em um agente fiscalizador.

Em segundo lugar, é fundamental que haja uma cobrança incessante por transparência e governança na esfera pública. As nomeações ministeriais, as decisões de gastos e as políticas fiscais devem ser escrutinadas. A apatia é o terreno fértil para a má gestão e a instabilidade.

Para o pequeno empreendedor ou o investidor, o ponto de partida é a gestão de risco. Em um cenário volátil, a diversificação de investimentos e a cautela nas decisões financeiras são imperativas. O mercado reagirá sempre que houver instabilidade, e o investidor precisa estar preparado para proteger seu patrimônio.

Por fim, o ponto de partida é o resgate da crença no poder da instituição. A história mostra que o Brasil tem a capacidade de se recuperar, mas essa recuperação só é duradoura quando ancorada no respeito às leis, na estabilidade das regras e na competência técnica.

Foco: A chave é transformar a insegurança sentida no período em consciência crítica e ação fiscalizadora para o futuro.


📦 Box informativo 📚 Você sabia?

Você sabia que o mercado financeiro utiliza o conceito de Prêmio de Risco para precificar a instabilidade política de um país? O Prêmio de Risco é, essencialmente, a taxa extra de retorno que os investidores exigem para aplicar seu dinheiro em um ativo considerado mais arriscado (como títulos de dívida de um país politicamente instável) em comparação com um ativo de baixo risco (como títulos do Tesouro dos Estados Unidos).



  • Relação com a Estabilidade: Quanto maior a percepção de instabilidade política, como a constante troca de ministros, maior será o Prêmio de Risco exigido pelos investidores.

  • Impacto no Governo: Um Prêmio de Risco elevado significa que o governo brasileiro terá que pagar juros maiores para captar recursos no mercado internacional. Isso drena o dinheiro que poderia ser usado em saúde, educação e infraestrutura, transformando a instabilidade política em um custo real para o contribuinte.

  • Efeito no Dólar: A instabilidade, ao aumentar o risco, faz com que investidores estrangeiros vendam ativos brasileiros (ações, títulos), convertendo o valor de volta para o dólar e enviando o capital para países mais seguros. Esse movimento de venda em massa e fuga de capitais causa a valorização do dólar (aumento da cotação em reais) e o enfraquecimento da moeda brasileira.

  • Exemplo Prático: Quando o noticiário aponta para uma crise ministerial ou um embate entre poderes, o spread dos títulos brasileiros aumenta (o Prêmio de Risco cresce), sinalizando que o mercado está mais cauteloso e exige mais para manter o capital no Brasil.

Curiosidade: O Risco País, um indicador globalmente utilizado, é a representação numérica desse Prêmio de Risco. Uma alta súbita no Risco País após um evento político turbulento mostra o quanto a má política se transforma em mau negócio para a nação.


🗺️ Daqui pra onde?

O caminho a seguir para o Brasil passa, obrigatoriamente, pelo aprendizado com o passado recente. A lição mais clara é que a economia não tolera aventuras ideológicas e que a gestão pública exige competência técnica e respeito à institucionalidade.



O país precisa agora se concentrar em consolidar a estabilidade macroeconômica. Isso significa manter a disciplina fiscal, garantir a previsibilidade das regras e focar em políticas que promovam o crescimento sustentável e inclusivo.

  1. Reconstrução da Confiança: A prioridade deve ser a reconstrução da confiança, tanto interna quanto externa. A nomeação de quadros técnicos para as áreas econômicas e a sinalização de que não haverá mais rupturas institucionais são vitais.

  2. Foco Social com Responsabilidade: É necessário combater as sequelas sociais deixadas pela crise inflacionária, mas isso deve ser feito com responsabilidade fiscal. Programas sociais devem ser bem desenhados, com critérios claros e sustentáveis a longo prazo, sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

  3. Investimento em Infraestrutura: Para atrair capital produtivo, o Brasil precisa destravar projetos de infraestrutura. Isso só acontece quando há segurança jurídica e um ambiente de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) estável.

A trajetória de saída da crise é longa, mas a direção é clara: menos emoção e mais razão na política. O futuro do Brasil depende da capacidade de seus líderes de priorizar o bem-estar coletivo sobre as disputas pessoais ou partidárias, garantindo a tranquilidade necessária para que a economia prospere e o dólar se mantenha em patamares razoáveis, aliviando o custo de vida.


🌐 Tá na rede, tá oline

"O povo posta, a gente pensa. Tá na rede, tá oline!"

A internet foi um palco de debate intenso durante o período de instabilidade, refletindo a polarização e a apreensão da sociedade. Nas redes sociais, a desconfiança em relação à política se manifestou em memes e hashtags que criticavam a alta do gás de cozinha e do óleo, transformando o aumento dos preços em uma metáfora para a má gestão.



O que se viu nas plataformas:

  • Viralização da Cotação do Dólar: Gráficos da cotação do dólar se tornaram posts frequentes, com comentários irônicos sobre o Brasil estar "competindo" com moedas de nações em guerra.

  • Críticas aos Preços: Fotos de notas fiscais de supermercado e botijões de gás a preços exorbitantes viralizaram, servindo como termômetros da insatisfação popular com a inflação.

  • O Mercado Reage: Em grupos de investimento e fóruns de economia, a reação era de estresse. A cada declaração política controversa, traders e investidores postavam prints das quedas da bolsa, apelidando a volatilidade de "montanha-russa". O humor, muitas vezes ácido, era a forma de lidar com a insegurança financeira.

A rede se tornou, assim, um espaço de desabafo e de educação informal. A discussão sobre a importância do ministro da Fazenda e a relação entre o Banco Central e a inflação, temas antes restritos a economistas, entraram na pauta do almoço e nas threads do Twitter. A crise ensinou, de forma dura, a conexão inseparável entre Brasília e o orçamento doméstico.


🔗 Âncora do conhecimento

A volatilidade do mercado e o trauma deixado pela instabilidade política revelam a fragilidade da economia brasileira diante de crises de confiança. No entanto, é em momentos de crise que o investidor consciente encontra oportunidades de aprendizado e reposicionamento. A forma como o mercado se agitou, com a queda abrupta da bolsa e a valorização do dólar, demonstrou que a cautela é a melhor aliada. 

Para transformar essa conscientização sobre o risco em uma estratégia de crescimento, é fundamental que o cidadão entenda como proteger e valorizar seu patrimônio. Sugiro a você que continue a sua jornada de aprendizado sobre como usar o seu poder de consumo de forma inteligente. Para aprofundar seu conhecimento sobre o uso estratégico do capital, clique aqui e descubra como.


Reflexão final

O período de instabilidade política e econômica que presenciamos foi um choque de realidade para o Brasil. Deixou claro que a irresponsabilidade na gestão pública tem um preço altíssimo, pago com a erosão do poder de compra, o aumento da insegurança e a fuga de investimentos. A história nos ensinou que nomeações baseadas em lealdade cega, em detrimento da competência, criam um vácuo de confiança que o mercado não perdoa. O trauma da quase duplicação do dólar e da inflação galopante deve nos inspirar a exigir uma política de excelência. Que a lição seja: estabilidade é prosperidade. O caos, é pobreza. Devemos caminhar para um futuro onde a competência técnica e a previsibilidade sejam as únicas moedas aceitas em Brasília.


Recursos e fontes em destaque/Bibliografia

  • Money Times. Efeito Flávio: Ibovespa perde mais de 2 mil pontos em poucos minutos e dólar salta. (Fonte de base para a análise de impacto imediato no mercado).

  • IBGE. Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). (Dados de inflação e custo de vida).

  • Banco Central do Brasil. Relatórios de Mercado Focus e Estatísticas do Setor Externo. (Dados sobre câmbio e fluxo de capital).

  • Tesouro Nacional. Relatório Mensal da Dívida Pública Federal. (Informações sobre o Prêmio de Risco e custos de financiamento do governo).


⚖️ Disclaimer Editorial

Este artigo reflete uma análise crítica e opinativa produzida para o Blog Diário do Carlos Santos, com base em informações públicas, reportagens e dados econômicos de fontes consideradas confiáveis. O conteúdo expressa a visão do autor sobre as consequências da instabilidade política na economia. Não representa comunicação oficial, nem posicionamento institucional de quaisquer outras empresas ou entidades eventualmente aqui mencionadas, nem deve ser considerado como aconselhamento financeiro ou político. A responsabilidade por decisões de investimento ou políticas é integralmente do leitor.



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