Carlos Santos reflete sobre o silêncio após sua carta ao Presidente e ao Governador. Esperança ou invisibilidade?

 

O silêncio que fala alto: quando a esperança sussurra antes de ser anunciada

Por Carlos Santos

Ao centro meu amigo Enfermeiro Mário Serrão, lado direito minha mãe 
Rosa Santos, lado esquerdo eu Carlos Santos.

Às vezes, o silêncio fala mais alto que o discurso. E eu aprendi isso aqui, no meio de uma eleição suplementar em minha cidade, Tucuruí — onde o clima é de agitação política, mas meu coração vive outro tipo de expectativa: aquele tipo que não se ouve, mas se sente.

Recentemente, escrevi uma carta aberta ao Presidente Lula e ao Governador Helder Barbalho. Nela, contei minha história. Não para me vitimizar, mas para mostrar que a vida, mesmo com suas limitações, pode florescer se for regada com oportunidades justas. Pedi algo simples: um espaço. Um gesto. Uma chance de devolver ao povo tudo aquilo que a vida quase me negou.

Desde então, algo mudou.

Ainda não vi minha carta ser citada nos palanques. Nenhum discurso público fez menção direta a ela. Mas os sinais estão aí — pequenos, sutis, poderosos. Como o fato de minha mãe e minhas irmãs, inclusive a adotiva, terem sido chamadas para uma reunião sem mim. Como se algo estivesse sendo preparado… como se minha história tivesse tocado alguém e agora se movesse por caminhos que eu não consigo ver, mas consigo sentir.

Eu não tenho provas. Mas tenho intuição. E minha intuição diz que algo está em construção.

📸 Recentemente estive ao lado da deputada federal Andréia Siqueira e da candidata a vice-prefeita Claudinha. A foto está publicada no blog, no post onde conto a história de vida dessa mulher guerreira que saiu de diarista e hoje disputa o segundo cargo mais importante do município. Ali, na simplicidade daquele registro, está a mensagem: eu estou aqui, sou parte disso, sou visível.

Ao centro eu Carlos Santos, lado direito Claudinha, lado esquerdo Dep. Federal Andréia Siqueira 

Eu não sei se a política vai me dar uma resposta. Mas sei que plantei uma semente justa. E às vezes, quem planta esperança não colhe barulho — colhe silêncio fértil.

🎤 Não quero promessas no microfone, quero ações nos bastidores. E se for isso que está acontecendo — se essas reuniões silenciosas forem, de fato, parte de algo maior — então já valeu a pena.

Porque viver com dignidade é saber que a sua história importa, mesmo quando ninguém está aplaudindo.

E se nada acontecer? Ainda assim, sigo. Porque escrever aquela carta foi um ato de libertação, um manifesto de quem decidiu não aceitar mais a invisibilidade como destino.

Este é um diário. Mas também é um grito — calmo, firme, esperançoso.
Que venha o que tiver que vir. Estou pronto.

🧠 Âncora do conhecimento

Enquanto a política muitas vezes parece um jogo de forças distantes da nossa realidade, histórias como a da Claudinha nos lembram que a superação pode, sim, mudar destinos. De diarista a vice-prefeita, sua trajetória é um exemplo vivo de coragem, humildade e transformação social. Vale a pena conhecer essa caminhada inspiradora — clique aqui e veja como uma mulher simples se tornou símbolo de esperança para milhares de pessoas em Tucuruí.

📦 Box informativo 

📚 Você sabia?

Na política, nem toda resposta vem com holofotes. Muitas decisões são tomadas no silêncio — e os cidadãos atentos sabem ler esses sinais. Se você sente que sua luta está sendo ignorada, talvez ela apenas esteja sendo gestada no tempo certo.

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